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Química como metáfora. A tabela periódica como motor do mundo físico.

A química não explica apenas reações. Ela explica equilíbrios, escassez, dependências e poder. A tabela periódica é, hoje, mais do que ciência: é a engrenagem silenciosa da nova ordem econômica global. O WEF deixou claro: a economia do século XXI volta a ser moldada pela geografia. Recursos naturais, cadeias críticas, rotas energéticas e soberania produtiva redesenham o mapa do mundo. A história retorna como professora — e ignorá-la cobra um preço alto. Nesse contexto, a ausência do Brasil em Davos é mais do que simbólica. Ela nos afasta do protagonismo em agendas nas quais nossa liderança é incontestável: inteligência artificial aplicada à produção, mudanças climáticas, bioeconomia, agricultura tropical e soluções baseadas na natureza. Não ocupar esse espaço é permitir que outros definam narrativas, métricas e fluxos de capital que nos dizem respeito diretamente. É justamente essa leitura — que combina geografia e história, física e química — que mantém o AgroSea focado em sua Jornada para Antalya, mesmo em um ano eleitoral marcado por disputas internas e por um tabuleiro global em rápida reconfiguração. Enquanto governos buscam redesenhar o mapa-múndi em Davos, seguimos trabalhando para posicionar o Brasil onde ele efetivamente importa. A agenda está dada. E ela dialoga diretamente com as prioridades do Estado brasileiro, refletidas na pauta do Itamaraty:

  1. Novas NDCs

  2. Transição energética justa

  3. Financiamento climático

  4. Soluções baseadas na natureza

  5. Indicadores de adaptação e mitigação

O desafio central deste novo ciclo é claro: transformar políticas públicas em práticas de mercado. Esse é o campo onde o AgroSea atua — inteligência humana aplicada — em sua jornada de Dubai a Antalya, passando por Baku e Belém.


Em Belém do Pará, o desafio lançado por Roberto Rodrigues na AgriZone, incentivado por Dan Ioschpe na apresentação do estudo do BCG Descarbonização do Setor Automotivo reforçou um ponto inquestionável:


 Não se resolvem problemas socioambientais sem investimento de capital


Por isso, falamos de ROI exponencial — onde retorno financeiro e retorno socioambiental não competem, mas se multiplicam ROI2 (ROI × Social ROI).


As provas de conceito com gramíneas e oleaginosas, utilizando algas marinhas como indutoras de produtividade e resiliência, são mais do que inovação agrícola. Elas reduzem risco, aumentam previsibilidade e oferecem ao investidor aquilo que o capital exige: informação científica qualificada.


O produtor é a peça-chave deste tabuleiro


É ele quem coloca seus ativos em risco. A nova história econômica exige um alinhamento profundo entre sociedade civil e poder público, pois é essa interação que orienta o fluxo de capitais. O investimento estrangeiro direto (IED) bate recorde no Brasil, mesmo em um cenário onde políticas públicas insistem em olhar apenas para o lado da demanda — pressionando o BC a elevar custo sistêmico. O AgroSea escolhe olhar para o lado da oferta, com impacto positivo no curto prazo, atuando na OPEX, enquanto os investimentos estruturantes em CAPEX encontram seu tempo natural de maturação. O pano de fundo global não está sob nosso controle. As tensões geopolíticas, os rearranjos econômicos e as crises são reais. Mas a navegação continua sendo uma escolha.


Não controlamos o vento. Ajustamos as velas. A tempestade vai passar. E quem tiver ciência, estratégia e coragem estará no rumo certo quando o céu se abrir.


 
 
 

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