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Estudo da USP/FAPESP aponta caminhos para o H2V. E onde entram as Algas Marinhas do AgroSea?

A busca pelas melhores rotas para a descarbonização industrial ganhou um novo e robusto capítulo acadêmico. Um estudo recente publicado no International Journal of Hydrogen Energy, conduzido pelos pesquisadores Celso da Silveira Cachola e Drielli Peyerl em colaboração com a Universidade de Amsterdã, mapeou os municípios brasileiros com maior potencial para a produção e uso de hidrogênio verde.

A pesquisa foi desenvolvida em um dos Centros de Pesquisa Aplicada (CPAs) da FAPESP na USP, em parceria com a Shell Brasil e com apoio da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O grande objetivo era direto: identificar onde estão os polos que unem alta disponibilidade de recursos renováveis e forte demanda industrial. O "Easy-to-Abate": Descarbonização local e descentralizada

Embora o hidrogênio verde seja amplamente defendido como a salvação para os setores "hard-to-abate" (aqueles de difícil redução de emissões), o AgroSea propõe um olhar atento para o que está bem diante de nós: o "easy-to-abate".

Antes de focar em complexas infraestruturas de transmissão e altíssimos custos de armazenamento para alimentar grandes indústrias, a ciência já domina uma solução imediata e muito competitiva: a eletrólise a partir do etanol fazendo uso de células de combustível. Essa tecnologia madura permite descarbonizar regionalmente as áreas que estão no próprio entorno da vasta produção de cana-de-açúcar e de milho no Brasil.

Imagine abastecer motores estacionários e frotas de transporte coletivo em pequenos municípios, além de garantir energia limpa e ininterrupta para hospitais e universidades. É uma destinação nobre que diversifica o uso do etanol "de todas as gerações".

Onde o AgroSea e as Algas Marinhas entram nessa conta?

A resposta para essa integração está diretamente ligada ao aumento de eficiência da cadeia de valor da biomassa, sem que seja necessário expandir a área plantada:

  1. Explosão de Produtividade: O uso de soluções baseadas em algas marinhas na estruturação dos canaviais busca assegurar um ciclo de produção média acima de 120 toneladas por hectare/ano por um período mínimo de 5 anos — tendo como teto a busca pelo potencial biológico de até 300 toneladas/ano. Mais cana por hectare significa mais etanol disponível para a rota do hidrogênio.

  2. Economia Circular e Enriquecimento da Vinhaça: Um trabalho técnico que contratei junto a ESALQ — analisando efluentes de 10 grandes usinas — comprovou a viabilidade do enriquecimento da vinhaça com o Potássio e o Magnésio extraídos das algas marinhas. Devolver esse efluente tratado e altamente nutritivo para a própria cultura da cana (sempre respeitando as rigorosas regras da CETESB) fecha o ciclo de carbono com perfeição biológica.

Olhar para toda a cadeia de valor significa entender que a transição energética global começa no solo e no manejo inteligente dos recursos que o Brasil já domina. Eletrólise por Célula de Combustível

Aplicação

Benefício Direto

Impacto Estratégico

Público & Saúde

Abastecer hospitais, universidades e pequenos municípios.

Garante autonomia energética e segurança em serviços essenciais.

Mobilidade

Alimentar frotas de transporte coletivo.

Reduz imediatamente a emissão de poluentes em centros urbanos.

Geração Local

Uso de motores estacionários.

Diversifica o uso do etanol "de todas as gerações" sem gargalos de rede.

Sem prejuízo ao desenvolvimento e produção de energias limpas e renováveis, há que se olhar para toda a cadeia de valor. Ribeirão Preto, por exemplo — município com cerca de 750 mil habitantes, universidades e hospitais de excelência e um SUS estruturado —, merece ser estudado no âmbito de políticas públicas voltadas à urbanização. O Elo entre o AgroSea e o Hidrogênio Verde

Iniciativa AgroSea

Mecanismo de Ação

Resultado sem Área Adicional

Estruturação de Canaviais

Uso de algas marinhas para otimização biológica e radicular do solo.

Produção média acima de 120 ton/ha/ano por no mínimo 5 anos (com potencial de 300 ton/ano).

Enriquecimento da Vinhaça

Adição de Potássio e Magnésio contidos nas algas marinhas ao efluente de usinas.

Devolução controlada do fertilizante à cultura da cana respeitando as regras da CETESB.



 
 
 

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